quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Melro


 

s/t



 

Via Romana XVII em Braga

 






 

A Via XVII era uma das principais vias romanas que partiam de Bracara Augusta, estando documentada no Itinerário de Antonino. Tinha início no lado nascente da cidade romana e assegurava a ligação a Asturica Augusta (Astorga), passando por Aquae Flaviae (Chaves). A sua importância estratégica e funcional é sublinhada pelo facto de integrar a rede viária principal que articulava Braga com o interior da Hispânia.

O traçado desta via na periferia imediata da cidade pôde ser parcialmente comprovado através de dados arqueológicos, em particular pelas escavações realizadas no antigo edifício dos CTT, que permitiram confirmar o local onde a via se ligava a uma das portas da muralha romana tardia. Os autores defendem que o seu percurso se encontra fossilizado em artérias atuais, nomeadamente na Rua do Raio e em troços que estruturaram o crescimento urbano posterior.

Nas margens da Via XVII localizavam-se necrópoles romanas, como era habitual, bem como outros elementos suburbanos, reforçando o seu papel como eixo de saída e entrada da cidade. Já na Antiguidade Tardia e na Alta Idade Média, este corredor viário continuou a ser estruturante, servindo de suporte à instalação de basílicas paleocristãs e de aglomerados populacionais, em particular o núcleo de São Vítor, que se desenvolveu precisamente ao longo desta via.

Durante a Idade Média, a Via XVII perdeu a sua função estritamente romana, mas manteve-se como caminho periférico fundamental, orientando o crescimento extramuros da cidade. O seu traçado deu origem a ruas medievais e modernas, sendo destacada a continuidade entre a antiga via romana e a rua que liga a cidade à Igreja de São Vítor, mais tarde integrada no tecido urbano com a expansão da muralha e, posteriormente, com a abertura de rossios e campos na Época Moderna.

Na Idade Moderna e Contemporânea, a antiga Via XVII corresponde, em grande medida, ao eixo formado pela calçada e campo da Senhora-a-Branca, rua da Régua e atual rua de São Vítor. O documento sublinha que a morfologia do parcelamento ao longo deste eixo — parcelas estreitas e profundas, edificadas junto à rua e com quintais extensos — denuncia claramente a sua origem como caminho antigo progressivamente urbanizado.

Em conclusão, a Via XVII é apresentada como um exemplo paradigmático da persistência morfológica das vias romanas em Braga: um eixo que, desde a época romana, condicionou a localização de necrópoles, núcleos religiosos, paróquias suburbanas e, mais tarde, ruas urbanas, mantendo-se como elemento estruturante do crescimento periférico da cidade até à atualidade.

 

Retirado de "O papel das vias romanas na formação e desenvolvimento periférico da cidade de Braga, desde a época romana até à atualidade." - Maria do Carmo Ribeiro, Manuela Martins


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Quinta da Riba Má nomeada para prémio internacional de arquitectura




«A operação incide sobre um conjunto edificado rural associado ao uso agrícola de terrenos de pastagem e de culturas arvenses de regadio. As construções existentes, em alvenaria de pedra granítica, encontravam-se devolutas e em avançado estado de degradação. Eram constituídas por uma casa de dois pisos, um forno integrado num edifício de um só piso, dois espigueiros e uma eira.
A proposta visa a recuperação e ampliação das edificações existentes, procedendo à sua reconversão numa unidade de turismo em espaço rural.»

Misarela


 

Arremates na Botica - 8 Fevereiro

Ribeiro da Quintã

sábado, 31 de janeiro de 2026

Janeiro 2026


«Os lobos na serra da Cabreira» (1968)



 

A propósito desta notícia fomos ao baú buscar esta notícia de 1968, em que se relatava a presença do lobo e os prejuizos que causava. «Não seria fácil uma batida a esta praga de feras?»


s/t



 

Frades


 

Subestação de Frades


 

Ponte dos Lagos


 

Botica


 

Soutelos


 

Paradinha


 

Botica

Santa Leocádia e Soutelos

bom dia!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

«Tragédia em Ruivães» (1968)



 


Esta publicação sobre a neve do fim de semana passado motivou alguns comentários na rede social facebook que recordam um acontecimento trágico ocorrido naquele local há cerca de 50 anos. Foi esse o motivo que nos levou a ir ao baú em busca deste recorte do jornal Comércio de Vieira, aqui reproduzido, que noticia o facto como tendo ocorrido em 11 de março de 1968.